- Qual é a origem dessa idéia?
- O que é a Semana de Ação Mundial?
- Quem participa?
- Quais são os objetivos da Semana?
- Quais são as nossas reivindicações?
- A quem visamos?
- A Semana de Ação Mundial não é…
Qual é a origem dessa idéia?
Em Novembro de 2003, mais de 100 ativistas de 50 países participaram num encontro histórico – O Encontro Internacional da Campanha sobre o Comércio, em Nova Délhi, Índia – e emitiram uma convocação global para uma Semana de Ação. Essa proposta foi discutida com as redes internacionais antes de ser apresentada a um seminário de 500 pessoas no Fórum Social Mundial, em Mumbai, Índia, em janeiro de 2004. Milhares de ativistas já avaliam que a Semana de Ação poderá conseguir muito coisa; e centenas de grupos, campanhas e redes, no mundo inteiro, já começaram a se organizar.
Clique aqui para o relatório de Nova Délhi.
O que é a Semana de Ação Mundial?
A idéia é organizarmos uma Semana de Ação, 10-16 de abril de 2005, em que o maior número possível de campanhas, redes e movimentos sobre o comércio e o neoliberalismo realizem ações simultaneamente em níveis nacional e regional. O objetivo é desafiar o mito do livre comércio e apresentar alternativas por meio da maior mobilização global na História.
Quem participa?
Qualquer um e todo o mundo! A Semana de Ação é uma oportunidade para os movimentos e campanhas sobre o comércio e o neoliberalismo organizarem ações conjuntas. Não é liderada ou organizada por qualquer organização ou campanha.
Lista completa de organizações que promovem a convocação
Acrescente a sua organização à lista
Quais são os objetivos da Semana?
- Desafiar o mito do livre comercio. O mito, perpetuado pelos Estados ricos e poderosos, de que o livre comércio e a privatização são as únicas respostas à pobreza global. Os governos e os tomadores de decisão principais em toda parte do mundo engoliram esse mito. Os países pobres estão sendo forçados a abrir seus mercados a empresas estrangeiras e produtos importados baratos, muitas vezes subsidiados, e parar de ajudar seus produtores desprotegidos e a privatizar seus serviços essenciais. Os resultados são devastadores. Precisamos acabar com esse mito de uma vez por todas.
- Desafiar e influenciar as agendas do G8, FMI, OMC, Banco Mundial e os governos do Norte e Sul. Fale para eles que rejeitamos suas políticas comerciais e que essas políticas prejudicam os pobres.
- Propor alternativas ao sistema atual. Precisamos de uma mudança radical, se queremos ter qualquer chance de acabar com a pobreza. Os países pobres deveriam ter a liberdade de escolher as políticas comerciais que eles consideram melhores para lutar contra a pobreza.
- Mostrar a envergadura do movimento global. Mostrar a solidariedade, o internacionalismo e a força da resistência do povo e a sua rejeição à imposição da liberalização e da privatização.
- Construir o movimento por meio de campanhas coordenadas. Apoiar, fortalecer e construir as campanhas e movimentos nacionais sobre o comércio.
Quais são as nossas reivindicações?
Estamos unidos pela ‘convocação à ação’
Convocamos todos os movimentos sociais, as organizações de massa, as campanhas e alianças locais e nacionais, para juntos organizarmos uma Semana de Ação Mundial entre 10 e 16 de abril de 2005.
A nossa mensagem é:
- NÃO à imposição aos pobres dos acordos comerciais injustos, da liberalização indiscriminada e da privatização generalizada.
- SIM ao direito de todos à alimentação, meios de vida, água, saúde e educação.
A quem visamos?
Os governos do Norte e do Sul. O seu papel en forçar o livre comércio e a privatização nos pobres, nas seguintes arenas.
- A Organização Mundial do Comércio. Queremos um sistema alternativo, de acordo com os interesses dos pobres e não do livre comércio.
- O Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial. Eles têm de parar de insistir nas políticas de livre comércio e privatização que eles impõem com seus “conselhos” e com as condições propostas em troca de ajuda na dívida externa e com novos empréstimos.
- Acordos comerciais regionais e bilaterais, como o Acordo de Livre Comércio das Américas e o Acordo de Cotonou. Chega de acordos que priorizam os lucros em vez do povo.
As empresas transnacionais. O seu papel en forçar o livre comércio e a privatização nos pobres.
A Semana de Ação Mundial Não É…
- Não é uma rede ou campanha nova. É uma oportunidade para as redes e campanhas existentes organizarem ações conjuntas.
- Não é liderada por qualquer organização ou grupo de organizações e não há um comitê coordenador. Qualquer organização ou rede pode participar.
- Não é uma ação ou série de ações que todo o mundo tem de tomar conjuntamente. Há flexibilidade para facilitar a participação das diversas campanhas e redes conforme a vontade delas.