- O que é a Semana de Ação Mundial?
- Quem são os organizadores?
- Quais são as nossas reivindicações?
- Quais eventos existem na minha área?
- Que tipo de evento posso organizar?
- O que há de errado com o comércio?
- Qual é a alternativa?
O que é a Semana de Ação Mundial?
A Semana de Ação Mundial acontecerá entre 10 e 16 de abril de 2005. O maior número possível de campanhas sobre o comércio e o neoliberalismo organizarão ações ao mesmo tempo. As organizações, redes e movimentos realizarão ação coordenada por meio de suas campanhas nacionais e regionais. O objetivo é desafiar o mito do livre comércio e apresentar alternativas realizando a maior mobilização já vista na História.
Quem são os organizadores?
Qualquer um e todo o mundo! A Semana de Ação não é liderada por qualquer organização ou campanha. É uma idéia que surgiu durante o Encontro Internacional da Campanha sobre o Comércio e todo o mundo pode participar. É uma oportunidade para as redes e campanhas sobre o comércio e o neoliberalismo organizarem ações conjuntas.
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Quais são as nossas reivindicações?
Não há uma única reinvindicação mais importante que outras. A Semana de Ação procura juntar as pessoas e construir com base na realidade das campanhas existentes por toda parte do mundo. Estamos unidos pela nossa “convocação à ação”.
Convocamos todos os movimentos sociais, as organizações de massa, as campanhas e alianças locais e nacionais, para juntos organizarmos uma Semana de Ação Mundial entre 10 e 16 de abril de 2005.
A nossa mensagem é
- NÃO à imposição aos pobres dos acordos comerciais injustos, da liberalização indiscriminada e da privatização generalizada.
- SIM ao direito de todos à alimentação, meios de vida, água, saúde e educação.
Quais eventos existem na minha área?
Os movimentos sociais, grupos religiosos, sindicatos, grupos de meio ambiente, grupos de mulheres e agricultores no mundo inteiro estão organizando eventos durante a Semana de Ação.
Vá a contatos nacionai ou atividades para descobrir quais grupos participam e quais eventos já foram planejados na sua área. Se já não há um evento local ou nacional organizado, por que não entrar em contato com outros grupos e organizar uma ação conjunta?
Que tipo de evento posso organizar?
Os grupos não têm de fazer a mesma coisa. Há flexibilidade para as diversas campanhas participarem conforme a vontade delas. Qualquer atividade, grande ou pequena, pode fazer a diferença e contribuir para a Semana de Ação. Algumas sugestões:
- Uma passeata pelos cereais, em que milhões de pessoas, no mesmo dia, levam um punhado de grãos a um local simbólico;
- Lobby no parlamento;
- Tribunal do comércio, em que um painel de especialistas investiga o impacto do livre comércio e a privatização;
- Votar pela Justiça no Comércio em níveis local ou nacional;
- Uma homilia na igreja;
- Uma procissão carnavalesca;
- Um festival com seminários, teatro, música e debates.
Outras idéias e recursos
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O que há de errado com o comércio?
O livre comércio aumenta a pobreza O mundo se enriquece e os pobres devem também se enriquecer. Só que eles não estão ficando mais ricos. Durante os últimos 20 anos, os ricos e poderosos têm imposto a idéia que somente o livre comércio e a privatização podem resolver o problem da pobreza. Não funciona. Milhões de pessoas continuam submetidas à pobreza e, mais que qualquer outra coisa, são as instituições, condições e regras do comércio internacional que mantêm os povos na pobreza.
Ameaças Durante anos, os países ricos e as instituições internacionais que eles controlam, como a Organização Mundial do Comércio, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, têm, discretamente, forçado os países pobres a seguir seus “conselhos”. Por meio de uma mistura de persuasão, ameaças, aborrecimentos e condicionamentos aos empréstimos e à ajuda de cooperação, os países pobres estão sendo forçados a abrir seus mercados à concorrência estrangeira, parar de ajudar seus produtores desprotegidos e privatizar os serviços essenciais.
Dois pesos e duas medidas Os países ricos freqüentemente defendem o livre comércio. Eles dizem que o livre comércio reduz a pobreza. Porém, e apesar dessa retórica, os países ricos têm tendência de só seguir seus próprios conselhos quando têm certeza que isso vai beneficiá-los. Então, enquanto eles exigem que os países pobres eliminem todas as barreiras comerciais e privatizem seus serviços básicos, os países ricos continuam a subsidiar e proteger suas próprias indústrias e agricultores.
Qual é a alternativa?
Precisamos de uma mudança radical, mas não há nenhuma política que seja apropriada para todas as situações. A Justiça no Comércio entende que o mercado pode ter um papel na redução da pobreza, mas somente se houver uma intervenção estratégica para fortalecer os mais fracos e servir aos interesses dos pobres.
Os governos dos países pobres deveriam ter o direito de escolher as políticas comerciais que eles consideram melhores para a luta contra a pobreza. Eles precisariam ter a liberdade de apoiar e proteger seus empreendimentos, produtores e comerciantes desprotegidos da forma que mais conviesse a eles, até ficarem suficientemente fortes para competir. Historicamente, nenhum país conseguiu se enriquecer sem esse tipo de intervenção.